Suporte Básico de Vida

O Suporte Básico de Vida (SBV), conhecido no termo em inglês como Basic Life Support (BLS), é um conjunto de providências em sequência realizados por pessoa leiga no local, um leigo treinado (que fez um curso de resgate), profissionais de saúde e/ou resgate, que visam dar o primeiro atendimento com suporte básico de vida à vítima até a chegada do suporte avançado de vida.

As prioridades seriam reconhecer uma emergência, chamar por ajuda, proceder uma RCP de alta qualidade e usar o DEA o quanto antes.

O SBV é essencial até a chegada do serviço médico de emergência profissional, que fará o transporte até um hospital. A missão principal é manter a pressão de perfusão cerebral ou pressão de perfusão coronária com intuito de restabelecer um retorno de circulação espontâneo mantendo oxigênio no cérebro até atendimento especializado.

Um Suporte Básico de Vida eficiente aumenta em as chances de sobrevivência de uma pessoa, para classe I de evidência científica (que é um procedimento que funciona por consenso científico), o provedor necessita iniciar a RCP em até 1 minutos pós PCR e usar o DEA entre 3 a 4 minutos ainda na fase elétrica da PCR onde temos a chance de reverter o quadro em até 93% dos casos de uma FV.

Cadeia de Sobrevivência

O Suporte Básico de Vida faz parte da “Cadeia de Sobrevivência”, cujos elos são importantes para melhor prognóstico e rápido atendimento com menor sequela.

É importante saber que o SBV (Suporte Básico da Vida) no caso das compressões torácicas e respirações de resgate com expansão visível de tórax tem distinções na sua aplicação, no caso dependendo da idade (bebê, criança e adulto) e também se o provedor está sozinho, em dupla ou em time de resposta rápida à PCR.

Cursos de Suporte Básico de Vida

Nosso curso de Suporte Básico de Vida (SBV), BLS para Profissionais de saúde e profissionais de resgate, aborda tanto o reconhecimento das emergências cardiovasculares quanto o primeiro atendimento. Conheça todos os nossos cursos.

 


PROTOCOLOS DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA “Basic Life Support Protocols”

PROTOCOLO é um procedimento padronizado utilizado mundialmente que objetiva garantir um atendimento sincronizado dos provedores envolvidos diminuindo o tempo gasto com a vítima no local e durante o transporte ao recurso hospitalar, minimizando erros no atendimento e padronizando procedimentos de acordo com as atualizações, recomendações e diretrizes mundiais.

As Diretrizes de SBV se baseiam em uma ampla revisão da literatura sobre ressuscitação e diversos debates e discussões com especialistas internacionais em ressuscitação e membros do Comitê e Subcomitês de atendimento cardiovascular de emergência.

O Consenso Internacional ILCOR sobre a Ciência da RCP e ACE com Recomendações de Tratamento, simultaneamente publicado na Circulation e Resuscitation, resume o consenso internacional que interpretou dezenas de milhares de estudos de ressuscitação que foram revisados.

É um processo internacional de avaliação de evidências, que envolve especialistas em ressuscitação de diversos países, que analisam, discutem e debatem a pesquisa em ressuscitação em encontros presenciais, teleconferências e sessões on-line (“webinars”) durante um período estimado em aproximadamente de 34 a 36 meses antes da mudança e/ou atualização, incluindo as Conferências do Consenso Internacional sobre a Ciência da RCP e ACE com Recomendações de Tratamento, realizadas nos EUA.

Especialistas em planilhas produzem revisões de evidências científicas de tópicos em ressuscitação e atendimento cardiovascular de emergência (ACE). O processo incluiu a avaliação estruturada de evidências, análise e catalogação da literatura. Incluiu, também, uma rigorosa divulgação e gestão de possíveis conflitos de interesse. As Diretrizes para RCP e ACE contêm recomendações dos especialistas para a aplicação do Consenso Internacional sobre a Ciência da RCP e ACE com Recomendações de Tratamento considerando a eficácia, a facilidade de ensino e aplicação e fatores dos sistemas locais.

Os 3 links abaixo, são os mais importantes para acesso às recomendações, diretrizes, atualizações e mudanças ocorridas atualmente, Se na página do ILCOR aparece alguma recomendação logo é publicada em formato de diretriz na página da AHA e apesar da AHA e ERC não estarem alinhados em alguns procedimentos, tais como, avaliação inicial e primeiro atendimento à afogados e pediatria, o ERC é considerado por muitos pesquisadores e especialistas o melhor protocolo da atualidade, ao menos no cuidado para vítimas de PCR secundária como pediatria, afogados, hipotérmicos, overdose e outros que a ênfase se dá nas ventilações devido à causa morte ser por asfixia e hipóxia e não por problemas cardíacos.

ILCOR – http://www.ilcor.org/home

AHA – https://eccguidelines.heart.org/index.php/circulation/cpr-ecc-guidelines-2/

ERC – https://cprguidelines.eu/

O Comitê Internacional de Conselhos Nacionais em Ressuscitação (ILCOR) foi formado em 1992 para fornecer um fórum para a integração e análise de pesquisas entre as principais organizações de ressuscitação em todo o mundo. É composto por representantes:

American Heart Association (AHA)
European Resuscitation Council (ERC)
Heart and Stroke Foundation of Canada (HSFC)
Australian and New Zealand Committee on Resuscitation (ANZCOR)
Resuscitation Councils of Southern Africa (RCSA)
Inter American Heart Foundation (IAHF)
Resuscitation Council of Asia (RCA)

Os objetivos do ILCOR são:

Proporcionar um fórum para discussão e coordenação de todos os aspectos da ressuscitação cardiopulmonar e cerebral em todo o mundo. Fomentar a pesquisa científica em áreas de ressuscitação onde há falta de dados ou onde há controvérsias. Divulgar informações sobre treinamento e educação em ressuscitação. Fornecer mecanismos para coletar, revisar e compartilhar dados científicos internacionais sobre ressuscitação. Produzir declarações sobre questões específicas relacionadas à ressuscitação que reflitam o consenso internacional.

O ILCOR se reúne duas vezes por ano, geralmente alternando entre um local nos Estados Unidos e um local em outro lugar do mundo. Em colaboração com a AHA, o ILCOR produziu as primeiras Diretrizes Internacionais de RCP em 2000 e um Consenso Internacional sobre RCP e Ciência de ECC com Recomendações de Tratamento em 2005.

Em colaboração com a AHA, o ILCOR coordena revisões baseada em evidências, fornecendo material para organizações de ressuscitação, para que possam direcionar e basear na escrita de suas próprias diretrizes de reanimação.

A dificuldade do Instrutor de suporte básico de vida em demonstrar uma habilidade e a necessidade do aluno em saber como a técnica é realizada em tempo real – Muitas são as funções do Instrutor de primeiros socorros; dentre elas, desenvolver uma competência de nível básico para ensinar, avaliar e certificar novos alunos; facilitar uma aula do programa proposto; realizar uma demonstração de habilidades; conduzir uma aula prática com um pequeno grupo; realizar um cenário prático; realizar uma avaliação de desempenho; demonstrar “como realmente acontece” sem interrupção ou explicação.

A dificuldade do Instrutor de Suporte Básico de Vida

Treinamento de suporte básico de vida e RCP

A dificuldade do Instrutor de Suporte Básico de Vida

Aula para instrutores de suporte básico de vida

A função de avaliar um Instrutor é do Treinador de Instrutores ou Formador de Instrutores, onde as apresentações das habilidades serão avaliadas a medida em que os candidatos a Instrutor ministram suas aulas. Alguns tópicos seguem uma sequência lógica para essa apresentação de habilidade prática como: Identificação da habilidade; fornecimento verbal do objetivo da habilidade; a motivação da habilidade que seria porque ela é importante nesse segmento; nesse momento, o candidato a instrutor evita ensinar de novo a porção teórica do que ele já ensinou sobre essa respectiva habilidade mantendo dentro do escopo da habilidade, Ex.: Se o candidato a instrutor irá conduzir uma habilidade prática de compressões torácicas ele não deve falar toda teoria novamente sobre esse assunto e sim, somente, conduzir a parte prática da habilidade, o aluno deve sempre praticar mais do que o instrutor fala, uma vez que essa habilidade é prática e não teórica.

Treinamento de suporte básico de vida em tempo real

Seguindo a sequência e após uma rápida introdução da habilidade, o instrutor irá fazer uma demonstração em Tempo Real, é muito importante que isso ocorra na maior naturalidade possível e ao mesmo tempo como uma simulação mais próximo do real seja em execução seja em tempo. O Treinador de instrutor irá verificar se o candidato a instrutor conduziu a habilidade em tempo real, sem falar além do necessário e demonstrando senso de urgência, para que o aluno entenda que tempo é esse.

Após esta sequência, ocorre a Demonstração Passo-a-Passo ou também conhecida como toda-parte-toda, onde devemos, enfatizar os pontos principais da habilidade, relatar uma breve descrição da habilidade, controlar e conduzir a habilidade, organizar os alunos em papéis apropriados, fornecer um cenário para a prática da habilidade, fornecer uma correção construtiva com  reforço positivo, identificar problemas de forma geral e re-enfatizar os pontos principais da habilidade.

A dificuldade do Instrutor de Suporte Básico de Vida

A dificuldade do Instrutor de Suporte Básico de Vida

COMO FUNCIONA A DEMONSTRAÇÃO

TODA-PARTE-TODA

Os candidatos a instrutor, dentro de uma capacitação de instrutores, virão um por vez na frente dos outros candidatos e facilitarão uma Lição Designada do Programa pelo Treinador de Instrutores. Outros candidatos desempenharão o papel de alunos em uma aula simulada e devem agir em conformidade. Após cada apresentação, um breve esclarecimento ocorrerá para fornecer feedback ao candidato apresentador sobre o que foi bom e o que poderia ser melhorado.

A execução das demonstrações específicas das habilidades práticas, ocorrem conforme indicado nos programas dos instrutores; uma demonstração na mesma orientação física (em pé, sentado ou ajoelhado), como seria feito na vida real deve ser executada; demonstrar em um local que dê a todos os alunos um ponto de vista claro e deve-se perguntar ao aluno se ele viu a demonstração, se ele entendeu e se tem alguma pergunta; sempre usamos uma estimulação deliberada através dos passos individuais de uma habilidade para mostrar claramente a cada um; seja capaz de fornecer exemplos precisos das habilidades que estão sendo realizadas; lembre-se, os alunos podem imitar demonstrações de habilidades precárias, por isso o candidato a instrutor deve-se preparar e como funciona:

Toda: Demonstre toda a habilidade do começo ao fim, nomeando brevemente cada ação ou cada passo, porém sem descrição detalhada.

Parte: Demonstre a habilidade novamente, passo a passo, com explicação detalhada.

Toda: Demonstre toda a habilidade novamente – em tempo real sem comentários.

O objetivo é um Treinamento escalonado, começando de um nível básico e finalizando nivelando todo mundo com o mesmo conhecimento em altíssimo nível. O aluno viu 2 apresentações em tempo real como deve ser e uma detalhada sabendo como deve ser a habilidade, porquê deve ser assim e em que tempo deve ser executada.

O Instrutor, mesmo com experiência, tem extrema dificuldade em apresentar uma habilidade prática em tempo real, isso é fato, porque nos seus cursos, ele sempre fala demais, detalha demais e o aluno pratica de menos. Se o módulo trabalhado é prático e as habilidades são práticas, ao menos 80% do tempo total do módulo o aluno deve passar praticando e acontece o contrário, o instrutor fala 80% e o aluno pratica 20%.

É muito importante que o aluno tenha noção do que seja tempo real, nem todo aluno atua em APH ou faz parte de uma equipe voluntária, ou trabalha e atende na área de urgência/emergência, nem sempre ele tem ideia do que seja proceder um atendimento ou um auxílio no tempo prioritário e necessário a isso, e é exatamente isso que todas as agências internacionais não engessadas, preconizam ao instrutor trabalhar.

A dificuldade do Instrutor de Suporte Básico de Vida

A dificuldade do Instrutor de Suporte Básico de Vida

A experiência como instrutor, vem com o passar do tempo e a correta prática dos usos dos protocolos em vigência também. Temos vários alinhamentos, recomendações e orientações a seguir que na maioria de sua aprendizagem sobre ser um Instrutor virá através de aulas de ensino; é importante aplicar e reforçar suas habilidades de instrução no mundo real; suas habilidades de instrução serão perdidas se você não as usar; é essencial manter suas habilidades de instrução; use auto avaliação e práticas contínuas para manter suas habilidades e proficiência de instrução.

Consulte um Treinador de Instrutores de suporte básico de vida e verifique como treinar suas habilidades e práticas de condução de aulas.

O Instrutor de suporte básico de vida é um orientador, um estimulador de todos os processos que levam os alunos a construírem seus conceitos, valores, atitudes e habilidades que lhes permitam crescer como pessoas, como cidadãos e futuros provedores de SBV, desempenhando uma influência verdadeiramente construtiva e prevencionista nos seus locais de trabalho e nas suas comunidades.

A Educação deve formar cidadãos críticos capazes de transformar um mercado de exploração em um mercado que valorize uma mercadoria cada vez mais importante: o conhecimento. O Instrutor deve proporcionar aos alunos uma compreensão racional e uma postura mais adequada em relação a sua participação como indivíduo na sociedade em que vive e do ambiente que ocupa, principalmente no tocante à prevenção aos acidentes seja na infância, seja com idosos, seja no ambiente de trabalho e em sua comunidade onde vive com amigos e familiares.

O aluno precisa adquirir habilidades como fazer consultas em livros, entender o que lê, tomar notas, fazer síntese, redigir conclusões, interpretar gráficos e dados, realizar experiências e discutir os resultados obtidos e, ainda, usar instrumentos de medida quando necessário, bem como compreender as relações que existem entre os problemas atuais e o desenvolvimento científico. Isso só será possível, a partir do momento que o Instrutor assumir o seu papel de mediador do processo ensino-aprendizagem, favorecendo a postura reflexiva e investigativa.

O instrutor de Suporte Básico de Vida como orientador

Instrutor de SBV auxiliando aluno nas compressões

O instrutor de Suporte Básico de Vida como orientador

Instrutor de Suporte Básico de Vida auxiliando aluna na RCP

Adequar a metodologia e os recursos audiovisuais de forma que haja a comunicação com os alunos, é também, uma forma de fazer da aula um momento propício à aprendizagem. É importantíssimo que o Instrutor tenha, também, competência humana, para que possa valorizar e estimular os alunos, a cada momento do processo ensino-aprendizagem.

A motivação é imprescindível para o desenvolvimento do indivíduo, pois bons resultados de aprendizagem só serão possíveis à medida que o Instrutor proporcionar um ambiente de trabalho que estimule o aluno a criar, comparar, discutir, rever, perguntar e ampliar idéias.

As qualidade do instrutor de Suporte Básico de Vida

Algumas qualidades que o Instrutor de SBV deve ter: Conhecimento do Tema; Facilitador da participação do aluno; Capacidade para servir como modelo devido sua alta proficiência e habilidade no assunto; Capacidade para proporcionar um feedback efetivo; Capacidade para realizar uma avaliação efetiva; Capacidade de organizar e manejar uma aula, um programa, um curso e conteúdo completo e sobretudo Conhecer as mudanças científicas de sua área de ensino se tornando um profissional cada vez mais atualizado e antenado com as novas tecnologias disponíveis.

O instrutor de Suporte Básico de Vida como orientador

Treinamento de compressões torácicas

É muito importante que o Instrutor tome nota de todas estas ações, que não seja mais um imodesto no mercado nem mais um idiota funcional; sua aula será mais eficaz se como Instrutor você conhecer e elaborar corretamente o plano de curso, conhecer a proposta de trabalho, conhecer seus alunos, identificar suas necessidades e realidades e se possível, personalizar seu programa a fim de alcançar os desejos e anseios dos alunos, capacitando-os das melhor forma possível com os objetivos propostos, se valendo de sua liberdade acadêmica e flexibilidade de trabalho e ensino sem nunca fugir dos seu programa padrão e seu manual administrativo com os standards padrão.

O instrutor de Suporte Básico de Vida como orientador

 Aula e demonstração em boneco de compressões torácicas

Dicas importantes para o seu curso

  • Os cursos devem fixar metas e propósitos razoáveis para os participantes.
  • Se uma grande quantidade de informações for apresentada em um período curto, o participante não terá a oportunidade de aprender as manobras básicas.
  • O curso tem que estar focado nas necessidades dos alunos.
  • O conteúdo de um curso foi criado a fim de simplificar e esclarecer as informações importantes e principalmente a ajudar os provedores a saber quando agir e o que fazer.
  • O projeto de um curso enfatiza o tempo de prática, como realizar manobras e a simulação de um ambiente próximo do real.
  • E por fim, seja ético e trate todos com respeito.
O instrutor de Suporte Básico de Vida como orientador

O instrutor de Suporte Básico de Vida como orientador

O instrutor de Suporte Básico de Vida como orientador

Material didático da ASHI

O presencial curso de Suporte Básico de Vida (SBV) para provedores de saúde foi projetado para ensinar habilidades de RCP para vítimas de todas as idades, com diferentes dispositivos de barreiras, com uso de um DEA e com tratamento de OVACE.  Destina-se àqueles que fornecem atendimento de saúde em uma ampla variedade de contextos, tanto hospitalares como extra hospitalares. Esse grupo de provedores de saúde constitui-se (mas não se limita) a médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, e outros profissionais relacionados à saúde. Também está dirigido a qualquer pessoa que precise fazê-lo devido a exigência do seu trabalho, como, bombeiros militares tripulantes de unidades de resgate e condutores de ambulâncias do SAMU. É um pré-requisito para cursos de ressuscitação avançados como ACLS, PALS e cursos de Instrutor de SBV.

O curso de SBV tem por finalidade promover o treinamento em RCP para provedores de saúde que presumimos que as habilidades aprendidas serão usadas, principalmente, em um contexto de atendimento de saúde, onde se prevê que o provedor realizará uma RCP. Além dos mais, espera-se que os provedores de saúde tornem se proficientes na técnicas e habilidades treinadas no curso.

RCP de alto desempenho

RCP de alto desempenho

O curso de Suporte Básico de Vida tem por objetivo básico e principal, melhorar as taxas de sobrevivência a uma morte súbita cardíaca, fortalecendo a cadeia de sobrevivência em todos os contextos de atendimento de saúde em cada comunidade. O curso possui objetivos de habilidades que necessitam ser exploradas e que o provedor seja capacitado e que sinta confiança em executá-las no final do curso. O provedor será capaz de reconhecer uma emergência, de ativar imediatamente o serviço de saúde, de realizar uma RCP de alta qualidade e de usar o DEA corretamente. Também é inserido nos objetivos propostos o reconhecimentos dos sinais e sintomas de uma emergência cardiovascular, o tratamento de uma OVACE, os métodos de redução da SMSL e a redução de lesões em crianças.

A morte súbita cardíaca MSC é a morte natural por causas cardíacas, prenunciada pela perda abrupta da consciência até uma hora após o início de alterações agudas do estado cardiovascular. O tempo e o modo de morte são inesperados. Nesta definição são incorporados os elementos chave:  NATURAL, RÁPIDO e INESPERADO. A parada cardíaca é caracterizada  pela perda abrupta da consciência causada por uma falta de fluxo sanguíneo cerebral adequado devido à falha da função da bomba cardíaca.

Como complementação ao curso de SBV temos a possibilidade, quando analisada pelo Instrutor, de acordo com sua liberdade acadêmica e devido a necessidade e exigência de personalizar seu programa a fim de atender seu público poderá ainda passar informações relevantes e cenários de habilidades práticas com os temas prevenção ao afogamento, prevenção aquática, salvamento aquático, atendimento ao afogado e administração de oxigênio durante a RCP.

Nos objetivos Cognitivos (conhecimentos teóricos) temos: Descrever os elos da cadeia de sobrevivência incluindo a importância de ativar o sistema de emergência apropriado, realizar RCP, usar dispositivo de barreira, fornecer ventilação com BVM, aplicar desfibrilação rápida, garantir a chegada dos cuidados avançados, quando iniciar a RCP, quando iniciar a respiração de resgate, como verificar a respiração normal e os sinais de circulação, quando e como usar um DEA, os sinais de OVACE e como tratar uma OVACE, descrever os sinais de 5 emergências importantes em adultos (ataque cardíaco, AVC, parada cardíaca, parada respiratória e OVACE) e por fim, descrever as estratégias para prevenir a SMSL e as lesões em crianças.

Nos objetivos psicomotores (habilidades) o participante será capaz de: Reconhecer uma emergência, ativar o sistema médico, proceder a respiração de resgate com dispositivo de barreira, fazer RCP com 1 e 2 provedores para adultos, crianças, lactentes e RN, usar um DEA e tratar uma OVACE.

O Instrutor de SBV por sua vez, deverá ser capaz de supervisionar e participar no treinamento de provedores demonstrando os critérios para as habilidades da RCP, do uso do DEA, do tratamento da OVACE e do uso de dispositivos de barreira. Os Instrutores cumprem a tarefa crucial de supervisionar todas as sessões de prática baseadas no método veja e pratique (com vídeo ou com modelo demonstrativo em tempo real) onde os cenários de casos são projetados para simular situações de emergência que os participantes podem encontrar na vida real, o que faz com que eles aprendam a realizar uma RCP em condições realistas.

Os cursos de SBV contém múltiplas inovações de ensino projetadas para maximizar a aquisição de habilidades pelos participantes: baixa relação manequins-participantes (3:1), utilização de vídeos, utilização de manequins com feedback de amplitude da compressão, retorno do tórax, velocidade da compressão e fração total do tempo de compressão que aumentam significativamente o prognóstico de sobrevida da vítima, tempo substancial para a prática das habilidades e a utilização de cenários e simulados como prática pedagógica e ferramenta para o instrutor modificar e melhorar sua metodologia com algum participante em específico com mais dificuldade.

Para as habilidades práticas temos uma linha de segmento:

• Avaliação inicial do paciente; Checagem da respiração e dos sinais de circulação;
• Posição de recuperação;
• Uso da face shild (adulto e pediatria – mostrar as diferenças);
• Uso da pocket-mask (técnica lateral, técnica cefálica, método C e E, método tenar);
• A pocket-mask é utilizada em adulto e pediatria respeitando tamanhos dos dispositivos e suas técnicas específicas;
• Uso da BVM sozinho com O2, sozinho sem O2 (+volume), em dupla com compressor;
• O uso da BVM também se respeita o tamanho da vítima com modelo do dispositivo;
• Prática das 5 técnicas de compressões torácicas com uso de metrônomo

Cenários de práticas para:

C.A.B (ADULTO – CRIANÇA E LACTENTE)

• Segurança do local/Abordagem/Resposividade/Aciona Resgate/Checa Pulso e Respiração ao mesmo tempo de 5 a 10 seg/ ou aciona o resgate após checar (ver filme)
• Avisa que é PCR/Pede DEA/ Inicia RCP
• C = INICIAR PELAS COMPRESSÕES TORÁCICAS
• A = ABRIR VIAS AÉREAS COM HIPEREXTENSÃO DE CABEÇA
• B = RESPIRAÇÕES DE RESGATE COM EXPANSÃO VISÍVEL DE TÓRAX
• Fazer a dinâmica do 30×2 provedor sozinho, usando cronômetro e metrônomo

SUPORTE VENTILATÓRIO – Parada Respiratória

• ADULTO: 1 RESPIRAÇÃO A CADA 5 a 6 SEG de 10 a 12 vezes por minuto (padronizando) = 1×5 e a cada 2’checa pulso
• CRIANÇA, LACTENTE E RN: 1 RESPIRAÇÃO A CADA 3 a 5 SEG de 12 a 20 vezes (padronizando) 1X3 e a cada 2’checa pulso
• RN: FC<100 = PR / FC<60 = PCR / O2 a 100% somente depois de 90seg em PCR EM RN O2 NÃO PASSAR DE 5 LPM

PARADA CÁRDIO-RESPIRATORIA (PCR)

• ADULTO COM 1 PROVEDOR – DUAS MÃOS – 5/6 CM 30 COMP PARA 2 RESP
• ADULTO COM 2 PROVEDORES – DUAS MÃOS – 5/6 CM 30 COMP PARA 2 RESP
• CRIANÇA COM 1 PROVEDOR – UMA MÃO – 5 CM 30 COMPRESSÕES PARA 2 RESP
• CRIANÇA COM 2 PROVEDORES – UMA MÃO – 5 CM 15 COMP PARA 2 RESP
• LACTENTE COM 1 PROVEDOR – DOIS DEDOS – 4 CM 30 COMP PARA 2 RESP
• LACTENTE COM 2 PROVEDORES – DOIS POLEGARES MÃOS CIRCUNDANDO O TÓRAX,     4 CM 15 COMP PARA 2 RESP

RN

• RN COM 1 PROVEDOR – DOIS DEDOS – 4 CM 3 COMP PARA 1 RESP
• RN COM 2 PROVEDORES – DOIS POLEGARES MÃOS CIRCUNDANDO O TÓRAX

4CM 3 COMP PARA 1 RESP 120 eventos por minuto

(os 120 eventos quer dizer que são 90 compressões para 30 respirações em 1 minuto) a cada dois minutos faz a troca do compressor. Para o RN o provedor deve administrar um ciclo completo de 3 compressões e uma ventilação a cada 2 segundos. (PALS 2014 pág454)

VARIÁVEIS

• DEVEMOS TROCAR O COMPRESSOR A CADA 2 MINUTOS
• A POSIÇÃO DAS MÃOS NAS COMPRESSÕES VARIAM, DUAS, UMA OU SEGURANDO O PULSO – ver vídeo clipe e pratique com seus alunos.
• RN COM ETIOLOGIA CARDÍACA CONHECIDA: 15X2 (PALS2014) / SEMPRE MANTER DE 40 A 60 RESP/MIN (>100BPM)

DEA

O DEA DEVE SER UTILIZADO O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL EM QUALQUER SITUAÇÃO, ATÉ EM AFOGADOS EM PCR. SE O LOCAL NÃO POSSUI SAV A EQUIPE DE SBV DEVE FAZER RCP COM DEA NO LOCAL ATÉ 3 COMANDOS DE CHOQUES NÃO INDICADOS OU ATÉ 6 COMANDOS DE CHOQUE INDICADO SEM RCE CONDUZ MANTENDO AS COMPRESSÕES. A CADA 2 MINUTOS O APARELHO COMANDA PARE RCP, DAÍ RODA E TROCA O COMPRESSOR. COM O DEA NÃO SE CHECA PULSO E NÃO SE PARA ANTES DO APARELHO MANDAR QUE SERIAM OS 2 MINUTOS. APÓS INDICAÇÃO DE CHOQUE OU INDICAÇÃO DE NÃO CHOQUE, INICIE RCP IMEDIATAMENTE PELAS COMPRESSÕES.

AFOGADO

• CHAME O RESGATE 193 E 192
• ANTES DE TIRAR DA ÁGUA forneça se possível 5 A 10 respirações de resgate SE VOLTOU avalie e coloque na posição de recuperação LADO DIREITO
• SE NÃO VOLTOU coloque FORA DA ÁGUA e forneça 5 respirações de resgate AVALIE pulso e respiração ao mesmo tempo até 10 segundos e verifique se é uma PR ou PCR
• Se PCR e estiver sozinho 30×2 todos pacientes
• Se PCR e estiver em dupla ou equipe 15×2 todos os pacientes
• Forneça O2 logo que possível e conecte o DEA logo que disponível no tórax seco

Os requerimentos ao curso:

Espaço físico com boa acústica, boa iluminação, material de áudio vídeo em condições.

Folha de presença. Folha com pontos de discussão do vídeo (este poderá ser passado durante o curso presencial, em parte e a outra parte com os participantes fazendo as práticas junto, ou, ele todo antes de começar as habilidades práticas que poderão ser demonstradas pelo Instrutor de SBV devidamente qualificado e credenciado para tal execução padronizada. Equipamentos diversos que atendam o curso como tela de projeção, almofadas para os joelhos, manequim de RCP, DEA, dispositivos de barreiras, listas com programa e objetivos do curso, formulário de avaliação do curso, exame escrito com cartão resposta, folhas de desempenho de habilidades, válvula unidirecional para dispositivo boca-máscara, lenço facial, manual de SBV e demais materiais necessários.

Um aspecto fundamental do curso de SBV para provedores de saúde é a grande quantidade de treinamento prático e de exercícios feitos em grupos pequenos, tais grupos devem ser distribuídos de tal forma que a atividade de uma estação não perturbe os participantes de outra e que o instrutor acompanhe a estação, um por estação de manobras.

As avaliações de Habilidades:

Como uma média de 70% a 80% do tempo do curso deverá ser prático, ou seja, esse é o tempo em que o participante deverá estar praticando no curso, a avaliação de HABILIDADES INTEGRADAS permite que que várias manobras sejam integradas em uma única sequência a fim de facilitar o processo de avaliação, tornando-o mais rápido e eficiente. Por exemplo, o instrutor integra a RCP por 1 e 2 provedores com uso do DEA, integra o uso da BVM em dupla com cenário de PR, assim ele vai integrando técnicas e habilidades com 1 e 2 provedores juntando habilidades em sequência.

O curso de SBV necessita de exame escrito comentado onde o participante precisa receber um feedback o que completa o ciclo de aprendizagem. Antes de entregar a credencial de conclusão distribua o formulário de avaliação do curso, encerre e ofereça a educação continuada (quais cursos a partir desse ele poderá fazer futuramente como RCP de Alto Desempenho e Controle de Hemorragias). Atualmente para manter a uniformidade no planejamento e no manejo dos diversos programas oferecidos pelas agências, em conformidade com as recomendações ILCOR e diretrizes publicadas pela AHA, o comitê de ACE recomenda aos participantes que terminam um curso de SBV que façam uma renovação a cada 2 anos, é um intervalo que responde às exigências administrativas atuais.

As pesquisas ainda não identificaram um intervalo ótimo que garanta a preparação máxima para realizar RCP. Treinamentos são recomendados no intervalo menor de 2 anos. É difícil achar um equilíbrio entre o tempo da retenção da habilidade e sua deterioração, numerosas avaliações de programas para educação em adultos confirmam que as habilidades práticas começam a declinar após alguns meses. Como os objetivos da RCP são RCE e PPC se faz necessário também que haja bom senso dos provedores de saúde que estejam proficientes e capacitados nas habilidades práticas necessárias a cumprir estes objetivos e aumentar a chance de sobrevida das vítimas em PCR.